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sábado, 19 de fevereiro de 2011

De Lenin a Churchill - Riga, Letônia (13º dia)

Monumento da Liberdade
   Andar mais um pouco em Riga. Essa era a missão do dia.
   Fui a cidade velha. A cada caminhada, a sensação é que se está voltando no tempo. tudo bem conservado ou novo. Vários prédios antigos destruídos pelos invasores foram simplesmente reconstruídos com riqueza de detalhe.
    O tempo é curto e o ideal é não repetir os lugares. No albergue, um grupo de caras que me perguntavam sobre o Lula e futebol ( como se eu entendesse do assunto ) me deram como dica, ir no Mercado Central, também na lista de patrimônio mundial. Disseram eles que a região era como na época da União Soviética. Resolvi ir para ver se concordava.


Mercado Central - parte interna
   O mercado era perto da estação de trem. Em volta dos antigos hangares, uma feirinha que se estendia em todo o em torno do lugar. Me lembrou um pouco o esquema da Uruguaiana: estilo camelódromo. Mas basicamente, vendiam roupas e sapatos. Uma mulher faria a festa. Eu passei adiante.
Mercado Central de Riga - antigos hangares do Zeppelin

   Mas este lugar era muito mais interessante. Eles foram feitos para serem hangares do velho Zeppelin. Hoje em dia, cada galpão vende um tipo de produto diferente. Uns são ais modernos, com tem porta automática, outros tem que se empurrar pesadas portas. Uns mais escuros, outros mais claros. Entrei em cada um deles, mas não comprei nada por lá.
Estação de trem
   Fui a um restaurante chamado Lido. Basicamente, ele funciona no estilo: pague o prato que pegar. Coloque no prato e a atendente, no caixa, vai olhar pro seu prato e contabilizar td o que pegou. Um pouco parecido com o MyMy em Moscou. É uma grande rede com filial na Estônia. A comida é gostosa e não é cara. Na verdade, todos os países bálticos são baratos e estão totalmente preparados para receber o visitante.
   Andei mais um pouco no Centro.
Catedral de Riga
   Resolvi entrar na Catedral. Quando cheguei, estava vazia. Como pode uma cidade tão incrível, ter a sua catedral vazia? Mesmo em um dia de semana...
   Meu sentimento na hora era que tinham que ser melhor divulgados os países bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia), verdadeiros patrimônios culturais, que estão procurando se modernizar ao mesmo tempo que mantém e reconstrõem prédios de mais de 700 anos de idade (Sei que estou me repetindo, mas os lugares realmente valem a pena...). Sem contar nas mulheres, simplesmente lindas. :-)
   Um pouco depois, chegou um grupo de senhoras. Eram turistas também e, assim como eu, batendo fotos e vendo toda a construção com seus detalhes. Por um tempo, resolvi me sentar e simplesmente observar o lugar. Apesar de estar achando que lá, não tinha nada a mais de novo a ser visto. Eu estava enganado...
   Vi que as senhoras entraram por uma porta. Fui atrás. Lá, um pátio com um lindo jardim que se tornava mais bonito com naquele dia ensolarado de primavera que fazia.
Se podiam ver várias estátuas e sinos antigos. Lá, se notava melhor que ainda estavam em manutenção e que muita coisa ainda precisa ser feita, mas mesmo assim, era um lugar especial, aonde realmente podia se sentir paz.

Igreja de São Pedro
   A primeira era a igreja de São Pedro. Esta igreja foi originalmente construída no século XIII, mas teve várias reconstruções. A última foi por causa da sua destruição durante a Segunda Guerra Mundial. Fica bem claro que ainda está em reforma. Antes da entrada pra subir a torre, tinham algumas peças antigas e fotos contando a história da cidade e com esquemas internos de prédios. Infelizmente muita coisa era escrita em letão.
Igreja de São Pedro:nterior
   Poucos visitantes. algumas senhoras e outra mochileira que fez quase o mesmo trajeto que eu, mas não nos conversamos. Senti que ela não queria muito papo.
   Paguei e subi a torre. O dinheiro deve ajudar a continuar as reformas.
   A vista que se tem de lá é ótima. Pode-se ver toda a cidade.antiga toda e entender um pouco melhor ela. É uma vista que realmente compensa.

   Mas aonde passei a maior parte do tempo foi no Museu da Ocupação.
Museu da Ocupação: para que a história não se repita
Ele mostra como foi a situação dos paises balticos até, enfim, conseguir a sua independencia. Neste século XX, foram duas ocupações soviéticas e uma nazista. Tinham locais em tamanho reais demostrando como viviam os prisioneiros, as histórias das ocupações com fotos e objetos.
Muitas histórias das pessoas que foram enviadas para campos de trabalhos forçados, alguns simplesmente por serem cristãos.
Monumento e  Catedral da Natividade
Histórias da invasão soviética com o seu tratado de ajuda mutua, impostos a Lituânia, Letônia e Estônia, de alguns que viram na invasão nazista a oportunidade de escapar dos soviéticos e como sofreram mais ainda no final da guerra em represália a sua união com o inimigo e de como os "aliados" adimitiram que eles eram tão soviéticos quanto a Finlândia, mas que nada poderiam fazer e que o mapa seria como antes da guerra. Essa situação durou até 1989, quando foram os primeirs países a sairem do bloco, dando início a separação das demais repúblicas e o fim da União Soviética.
   É a história de como se mata a liberdade de um povo.  Esta  história tem se repetido ao longo dos séculos. Sempre se espera que este tipo de coisa não aconteça mais, mas sempre tem um cidadão querendo mais poder...
Riga: O velho e o novo juntos
   Voltei pro albergue, lavando umas roupas e tentando resolver o problema de memória cheia da câmera. Não consegui.
   No final, me juntei com um irlandês e fiquei tomando umas cervejas pra passar o tempo. Quando vi, o tempo tinha passado até demais. A garota que estava dessa vez atendendo no albergue era uma simpática garota de longos cabelos negros e olhos azuis, muito bonita. conversamos um pouco. Ela me deu uma garrafa de um chá. Me despedi e fui.
   Andando, eu me dei conta de que estava bêbado de verdade e atrasado, tendo que andar depressa com o mochilão nas costas. Cheguei num ponto de taxi próximo a estação e ao Mercado Central.
Hangares, prédio soviético e torre de TV
Perguntei onde era. Eles não respondiam direito. Diziam só que era ali perto. Disse que daria o dobro do que desse o taximetro ( fácil de fazer em um país barato, na Inglaterra, pensaria duas vezes antes de dizer isso... hahaha ). Um carro do meio da fila resolveu me ajudar. Era realmente muito perto, mas naquela hora, não iria achar. Era atrás do mercado, meio escondido. A única construção acesa. O taxi parou ao lado do ônibus. os últimos passageiros já entravam. Ele pediu 6 litas. Dei 10 ( sei que não é o dobro, mas foi a primeira nota que me apareceu na mão e ganhou mais do que os outros que ficaram lá naquele ponto deserto... :-) )
   Hora de descansar. Próxima parada: Tallinn, Estônia.




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