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quarta-feira, 23 de março de 2011

De Lenin a Churchill - Helsinki, Finlândia (16º dia)


Helsinque: Catedral Uspenski
   Dei uma sumida, mas estou voltando. Depois do Carnaval, fiquei realmente enrolado, mas estou procurando me reorganizar e lá vai mais um post.
   Manhã seguinte em Tallinn. Corri pra pegar o barco. Tinha comprado a passagem para às 8 horas. Meu senso geográfico não é dos melhores: Sai do lado errado da Cidade Velha. 
   Não iria dar tempo, então resolvi pegar um táxi. Engraçado como nunca aparece um quando se quer. 

Última foto de Tallinn
   Voltei para a entrada da Cidade Velha. Imaginei que na entrada de um ponto turístico deveria ter um ponto de táxi. Dito e feito. Peguei o carro e pensei comigo que já que a Estônia era meu último país barato, aquele deveria ser o meu último táxi de toda a viagem. Ledo engano... ( para posts futuros... :-) )
   Cheguei a tempo, mas a correria não adiantou nada. Aquele horário do catamarã tinha sido cancelado por falta de passageiros. Disseram que tinham avisado por e-mail. Não recebi nada. Resultado: Esperar até as 10.
Vista geral do cais de Helsinque
   Deixei a mochila guardada enquanto tirava mais algumas fotos de Tallinn, sentindo aquele vento frio vindo do mar.
   Dei uma dormida para esperar o horário. Quando acordei, a estação já estava cheia. A fila pra pegar o barco era longa, mas nada que se compare a uma barca Rio-Niterói na hora do rush em um dia chuvoso...
   Uma hora e meia de viagem depois, cheguei em Helsinque. Lá, fazia bastante frio, mas, depois de São Petersburgo, até que era agradável. E, como tinha ( mais uma vez ) que esperar para liberar o quarto, deixei a mochila no guarda-volumes e resolvi andar.
Catedral de Uspenski: parte interna
   Dei uma primeira parada na Catedral Uspenski (pode-se traduzir como Catedral da Anunciação), um lindo templo ortodoxo do século XIX, construída aos moldes russos. E, com certeza, a minha última referência a Rússia desta viagem.
   É um lugar que merece uma visita. Para quem quiser, vale lembrar que não está aberta as segundas-feiras.
Ateneum: Museu de arte
   Já era hora do almoço e tinha que procurar aonde comer. Um lugar que fosse barato e agradável. Achei uma lanchonete no centro da cidade. Pedi um kebab. Fui atendido por uma linda garota muito branca e cabelos bem negros, de olhos azuis e seios grandes. O contraste da cor do cabelo e a pele dava um efeito bem interessante. Talvez fosse originalmente loira...  :-)
   Enquanto comia, ouvi na rádio da lanchonete uma banda que eu adoro, Nightwish, mas que, até hoje só tocou uma música em uma rádio no Brasil. Foi bom ouvir um som conhecido. Ajudou a relaxar.
Estação de Trem
   Continuei andando e, enquanto tirava fotos dos lugares, não pude deixar de reparar no comportamento das pessoas. Se fossemos rotular cada um desses estilos, diríamos que uns são góticos, outros com cabelos estilo punk, alguns na moda anos 80 e muitos outros com estilos que nunca vi antes. Nessa parte do mundo, vale tudo o que a imaginação desejar, independente do gosto discutível de algumas destas invenções.
National Theatre
   É incrível como as mulheres são bonitas nessa cidade. E é incrível também como todos fumam em todos os lugares, mas como não é permitido fumar dentro dos estabelecimentos, as portas dos lugares ficam cheias de fumantes. Eles fumam e voltam pra dentro...
   Dei uma passada num shopping, o Kamppi Center
Kamppi Center
Pode-se dizer que esse tem de tudo mesmo, até uma estação de metrô e de ônibus... Na frente, parecia que estava começando algum tipo de gincana. Eram vários grupos e cada um deles identificado por camisas da mesma cor. Enquanto o que parecia responsável falava ao microfone. Muito interessante, mas como não conseguia entender nada do que ele dizia, depois de algum tempo observando, resolvi continuar a caminhada.
   Nas placas de rua, os nomes tem uma característica bem interessante. Estão escritas em dois idiomas: finlandês e sueco. Curioso resquício de uma invasão sueca que data da época dos vikings.
Bonde no cais de Helsinque
   As ruas são extremamente limpas. Além dos ônibus, tinham os bondes, que pareciam passar numa boa frequência. Infelizmente, não temos essa cultura do bonde. Seria muito legal se eles voltassem, pelo menos em alguns trechos do Centro, no formato que se tem na Europa.
   Continuei andando. Vi um monte de pedras. Subi. Meu mapa tinha me mandado até lá, mas não sabia muito bem aonde estava. O nome do lugar estava escrito em finlandês. Pensei ser uma espécie de parque rústico. Era um lugar bem curioso. Vi uma cúpula. 
Igreja Temppeliaukio
Tinha um outro casal de turistas. Eles me disseram que era uma igreja, que depois soube ser luterana. Ela é feita embaixo das pedras e foi inaugurada em 1969. E lá estava eu, em cima dela. Esta igreja de pedra se chama Temppeliaukio (algo como praça do templo) e a confusão foi porque cheguei pela rua detrás dela, mas não pude entrar, pois apareci no horário em que ela estava fechada. Deve ser um lugar interessante por dentro...
Helsinki National Museum
   Descendo a rua, vi muita gente entrando e saindo de um lugar. Fui ver o que era. Encontrei uma loja de CDs de rock, super legal, com um cara tocando ao vivo. Acabei ficando lá, ouvindo ele tocar. Não sei se o cantor era conhecido ou não, mas muitas musicas eram e todos cantavam junto. E com a maior energia. Imagina um finlandês no Brasil ouvindo alguém tocando Legião Urbana e todo mundo cantando junto. Era como eu estava lá... hahaha Bom, além de aproveitar o show, ainda arrumei um livrinho com a programação do mês da cidade. Vamos ver mais tarde o que tem de bom...
   O albergue na Finlândia parecia mais um hotel. A recepção, a limpeza, o preço... A internet era extremamente cara. Cheguei a usar por 2 minutos. Não valia a pena. Depois descobri que poderia ter uma conexão gratuita na biblioteca. Não procurei, mas fica aqui a dica.
   Fiz a minha comida ( acho que era o ambiente do lugar, mas até o pessoal que encontrei hospedado lá era mais frio... ) e voltei pro quarto dar uma descansada. Queria aproveitar a noite.
Parque Esplanada
Imagine no verão com as folhas nas árvores
   Quando acordei tinha um americano no meu quarto. Mais um cara perdido que encontrei que ficou no meio do caminho por causa do vulcão na Islândia. Como iria acordar cedo, pra tentar continuar a viagem pra casa, não quis vir comigo procurar lugares pra sair.
   A noite, por volta das 21:30, sai mesmo com frio. As ruas estavam vazias e todo lugar que procurava no livrinho estava fechado ou fechando. Eles realmente começam e terminam de funcionar cedo. 
   Encontrei 3 opções. Uma próxima da outra. Parei na frente de dois lugares. Cada um de um lado da rua. Um deles, parecia melhor para casal. O outro, cheio de gente na porta. Pensei que era uma fila. Era o pessoal fumando na porta. 
Parque Esplanada
Só para não dizer que não falei das loiras...
A casa se chamava "Cuba. Bier und Revolution". Perguntei para o rapaz da porta que tipo de lugar era aquele. "A party bar", respondeu sorridente. Paguei 2,50 euros pra entrar. Nada mal. Com a devida cotação, na Lapa, em alguns lugares se paga algo assim. Dentro, algumas pessoas estavam fantasiadas. E o pessoal que atendia no bar, usava orelhas pontudas. Com aquelas caras loiras, pareciam fadas ou elfos. Eles existem, eu estava vendo eles e nem tinha bebido nada ainda... hahaha  Estava lendo Senhor dos Aneis naquela época e, naquele momento, me sentia dentro do livro. Talvez um local onde se o Frodo se perdesse e viesse parar na nossa terra, no nosso tempo, se sentiria mais próximo do seu lar...
Museu de História Natural:
fachada com enfeites
   Tinha uma escada que separava a parte das cadeiras e bar da pista de dança. No meio, tinha uma cadeira de metal com um coração acima do encosto. Nela, tinha uma linda loira sentada. Ficou claro que quem se sentava lá estava disponível, esperando alguém pra chegar. Vi que ela dispensou os que chegaram nela, mas quando eu apareci, ela me olhava sem a menor vergonha. Bom pro ego... 
   Meio que me enturmei com um pessoal que estava por lá, sempre estiloso do jeito deles. Como eu disse antes, cada um faz um estilo. Muito interessante e legal. 
Havis Amanda e City Hall com Catedral Uspenski ao fundo
   Vi umas garotas não tão bonitas, mas animadas que tentavam dançar nos postes de pole dance que estavam por lá. Que bom que não quiseram fazer strip tease... Aquelas iriam esvaziar o lugar...  hahaha
   A forma como dançavam era um caso a parte. Os caras dançavam, na maioria, se contorcendo de um jeito que era até engraçado. Quem viu o filme Hitch, deve lembrar que o personagem principal sugeriu que o homem não dançasse. Ele estaria errado na Finlândia... No Brasil, eles se passariam por ridículo ou sem noção, mas em Helsinque, fiquei pasmo: as mulheres pareciam gostar mais destes. O estilo "faço do meu jeito, portanto tenho personalidade" tá em alta.

Um comentário:

Anônimo disse...

Adorei seu blog, algum dia vc poderia visitar a polônia e contar aqui.

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