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domingo, 30 de janeiro de 2011

De Lenin a Churchill - São Petersburgo, Rússia (10º dia)

    Tive nesse final de semana mais uma feliz surpresa: pude reencontrar mais um amigo feito durante um mochilão. Este é de São Paulo, de Jacareí.
Palácio de Catarina (Екатериниского дворца) 
Cortamos mais da metade da Bolivia juntos. Nossos grupos (eu e um amigo e ele e 3 amigos) nos separamos em La Paz, mas a amizade ficou.
   Voltando a São Peterburgo... haha
   Estava em dúvida entre ir a Pushkin ou Peterhof, locais de grandes palácios do tempo dos czares. O pessoal do albergue disse que o palácio em Peterhof era menor e que o grande atrativo eram as fontes que não estavam funcionando naquela época do ano e que não valeria a pena. Então, decidi ir a Pushkin, na Tsarskoye Selo (Царское Село - vila do czar), ver o palacio de Catarina.

   A garota do albergue me apresentou um argentino que chegou hoje aqui. Acho que na cabeça dela América do Sul é tudo igual. De qualquer forma, o carinha era legal. Na verdade, era o mais próximo do português que poderia falar. Pedi para falarmos em espanhol. No começo, ele queria em inglês, depois topou. Queria treinar o idioma. Pra mim, era o mais próximo possível do Brasil, ate agora... Ele topou ir comigo até o palácio. Estava meio sem planos.
Praça Moskovskaya (Московская площадь): Lenin
   No inicio, o metrô se parecia muito com o de Moscou. Muito profundo e trens ultra rápidos, mas, ao chegar na estação Moskovskaya (Московская), aonde teriamos que pegar um ônibus, abriu entre a porta do metrô e a plataforma, uma porta grossa de metal. Parecia uma prisão. Até o teto dava essa sensação. Só não tinham os guardas...Quem já jogou qualquer jogo de primeira pessoa (sou do tempo do Duke Nuken e Doom) já viu esse tipo de portas, mas pessoalmente é outra coisa... Sai o mais rápido do vagão. Se aquela porta fecha e eu estou passando, estou frito. Na hora do rush, uns dez devem ser esmagados por dia... hahaha O chinês que encontrei em Moscou me disse que eu entenderia porque o metrô dava essa sensação, sem dizer o motivo. Agora concordo.
Praça Moskovskaya (Московская площадь): House of Soviets
   Na avenida em frente, tínhamos que pegar um ônibus. a avenida Moskovskiy era super movimentada. No albergue, tinham me dado duas linhas de ônibus como opção. O argentino tratou de se adiantar e começou a perguntar aos motoristas de van se iriam pra lá. Achou uma van. O trânsito de lá lembra o nosso. engarrafamento, muitos ônibus e vans fazendo lotação. 
Lateral do Palácio de Catarina
   O motorista gostava de conversar. Lá vamos nós usar o dicionário. Foi difícil, mas tentamos. Ele queria falar de futebol. Não gosto de futebol, não entendo de futebol e não discuto futebol, nem em português, imagina em russo... Deixa o argentino se virar e tentar falar do Maradona... hahaha
   Chegamos lá. A escolha pela van até que foi vantajosa. O motorista deixou a gente bem próximos a entrada.
Vista da primeira escadaria
   Num primeiro instante, tentamos dar uma geral. A parte da mata ainda estava com a maioria das árvores sem folhas. No mapa, dava a sensação de que tinham locais interessantes atrás do parque. Realmente tinham, mas não encontramos. Estavamos mais preocupados se teríamos tempo suficiente pra visitar o principal: o Palácio de Catarina (Екатериниского дворца).

Lindos salões...
   O local era a residência de verão dos czares e foi destruído pelas tropas alemães quando foram expulsos de lá na Segunda Guerra Mundial. Ainda está sendo reconstruído, mas o que se tem hoje em dia, é grandioso suficiente para valer a pena cada passo da visita e ajudar a coloca-lo de pé com o máximo da originalidade possível.
Xadrez com o czar, alguém se habilita?
   Existem outros lugares próximos que valem a pena a visita e que são próximos de lá: o Palácio de Alexandre (Александровский дворец), quase anexo (é só seguir a rua da saída a direita do palácio) e o Palácio de Pavlovsk (Павловск), há uns três quilômetros (substituto do palácio de Catarina como moradia por algumas gerações seguintes).
Um dos grandiosos tetos
   O lugar é realmente lindo. Tinhamos que nos juntar a um grupo de visitação com guia. Não precisamos esperar muito. Mas para nós, o grupo não fazia diferença. Os guias só falavam em russo. E, sinceramente, ninguém quis procurar se tinha algum falando em inglês. Então, aproveitamos pra ficarmos vidrados a cada detalhe. 
Simplesmente grandioso. Cada salão era pelo menos uma foto. Das paredes, das peças e até do teto. No Hermitage, fui mais do tipo "contemplador da arte", mas no palácio, sentei o dedo na máquina fotográfica... hahaha.
   Falando em foto, em São Petersburgo, as russas também adoram tirar fotos de si mesmas. Não sei se essa moda existe por aqui também, mas parecia que o lugar era parte do ornamento para elas.  Pelo menos, as bonitas... haha
   Depois do palácio, fomos procurar algum lugar pra comer. 
Tsarskoye Selo: Gelo no lago
Encontramos atrás do palácio (saindo pela passagem da foto acima com a lateral do palácio) um local até aconchegante que parecia ser o único. Hora de experimentar outra blini russa. As panquecas deles são muito boas. Bom lugar para descansar um pouco.
   Passeamos pelo Parque de Catarina.
Tsarskoye Selo
Muita gente passeava. Acredito que a maioria dos turistas eram da própria Rússia. no lago, ainda podia se ver o gelo. Como um carioca sofre. Em alguns trechos ainda se podia ver o gelo no lago. Detalhe: já era o início da primavera.
   Hora de voltar.
   Saímos perguntando pra um e pra outro (em russo) aonde pegar o ônibus de volta. Um até ajudou com o Google Maps. Viva os celulares.
   Fizemos um bate-volta, só para o palácio de Catarina, mas Pushkin é uma cidade que merece ser visitada com mais calma.
Tsarskoye Selo
   Depois do ônibus, de novo no metrô-prisão. Numa estação, o argentino disse que deveriamos saltar naquela e já foi saindo do vagão. Fui junto, mas sabia que não era. Meus pés estavam cansados de andar, mas saltamos uma estação antes. A capilaridade do metrô de lá é muito boa, mas no nosso caso, como ele só teve certeza fora da estação e não tinha mais como voltar, tínhamos 10 quadras para caminhar, mas tudo bem. uma chance a mais de ver a cidade.
Tsarskoye Selo
   Fui a Rússia pra comer um tipo de Miojo no jantar. Ta ok. Pelo menos, no daqui, vem com um tipo de molho com pedaços de carne. Quase nada, mas tem. E como fazer? No bebedouro do albergue, tinha água quente e água fria. Só que a água quente era pelando. Pra se ter uma ideia, caiu um pouco na minha mão e a garota teve que me arrumar uma pomada de queimadura.
Tsarskoye Selo
   O argentino queria sair. Ir pra balada, sair pra night, ir nos fervos :-) A garota do albergue trocou de turno e resolveu levar a gente num lugar perto do albergue. Eram 1000 rublos (60 reais) só para entrar. Ela estava com os estrangeiros errados. Eramos da América do Sul. Muy caro para nosotros...
   Tentamos outro lugar, mais próximo da Gostiny Dvor. Fomos no carro da garota do albergue. Não pagava pra entrar, mas 1000 rublos para sentar nas mesas. Pra que sentar? Ficamos em pé. Pelo menos no começo. O preço era pra mesas. Tinha no fundo um banco comprido, próximo a pista de dança. Na verdade, talvez pelo preço tantas garotas em pé. Falaram que elas queriam que algum homem pagasse pra sentar com eles. A Rússia é realmente um lugar caro. Se tornaram bons capitalistas...
Catedral da Santa Trindade (Купола Троицкого собора)
   As mulheres no lugar eram um detalhe a parte. Em ambos os lugares que  pude ver. Elas dançam de um jeito bem sexy. Eles tentam dançar (não muito diferente daqui nesse ponto). Todas muito bem vestidas e com uma postura impecável. Chamariam a atenção em qualquer lugar.
   Resolvi deixar o argentino tentar a sorte com a russa. Eles estava solteiro. Resolvi pegar outra cerveja. Antes, perguntei pra garota como se dizia com licença (isvinitie pajausta). Cheguei no balcão. Estava extremamente cheio como sempre. Mas.... Bom, esquece a cerveja, tem duas loiras lindas de lingerie dançando em cima do balcão e os homens colocando dinheiro. Fiquei olhando, mas não pus nada. Que estranho isso num lugar normal...
Ponte em São Petersburgo:
bêbado e foto de celular :-)
   Comentei que achei estranho pra nossa compania dizendo que no Brasil. Que uma mulher brasileira ficaria com ciumes e até pediria pra sair do local. Ela me respondeu que nao via problema. Que elas eram bonitas. Comentei em outro dia essa situação com outra amiga, de Moscou, pois não tinha saido lá e talvez fosse diferente. Ela me respondeu que não tinha nada de mais, que elas eram somente dançarinas.
   Uma delas era muito linda, mas a outra, apesar de também ser linda de rosto, era totalmente sem bunda. Aonde será que estava o resto da mulher?Teria ela se esquecido em casa???
Procurando uma ponte aberta
   Horas mais tarde e com o efeito de algumas cervejas, viemos embora. Várias pontes ligam a cidade. E em um determinado horário elas abrem pra deixar passarem as embarcações. Não havia nenhuma ponte disponível. Ela tentou algumas e nada. Esperamos um pouco. Um doido apareceu pedindo carona. O argentino diz para ele vir. Como pode??? Ele entendeu alguma coisa??? E oferecendo o carro da garota??? hahaha Estavamos bebados, borrachos.
   No final, ela achou um caminho pra deixar os pobres latinos perdidos no albergue e foi pra casa. Foi muito doido, mas foi legal :-)

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