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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sobre preparativos de viagem

Na Isla del Sol, às margens do lago Titicaca

Tem vários requisitos que não podem ser deixados de lado quando se planeja uma viagem longa, principalmente de tipo mochilão. Não se tem ( nem se quer ) "regalias" do tipo, guia pegando o grupo no aeroporto, fazendo um roteiro corrido ( no ritmo dele e não no seu ) vendo tudo o que já foi previamente combinado.
Temos que cuidar de tudo: Dinheiro, itinerário, tempo, reservas, passagens, planejamento do que fazer, vistos (como na Russia), vacinas (como na Bolívia), etc...

Antes de começar, tem que se escolher a mochila. Compre uma boa. Dê preferência nas que tem a mochilinha presa no mochilão. São modelos ótimos para economizar espaço, além de serem muito úteis e práticas. Experimente a sua nova companheira de viagem antes de comprar. Não pode ser muito grande, em relação ao seu corpo, a ponto de não poder carregar. Não encha ela demais. Leve o essencial. Lembre-se: vai comprar coisas no caminho e ela vai voltar bem mais cheia.
Primeiro passo, pesquisas online e guias e, se conhecer, falar com alguém que tenha qualquer informação útil, pesquisas por horas a fio pra ver o que é legal ou não, o que vale a pena ou não. Sempre vai conhecer algo a mais bem legal e descobrir algum lugar que parecia legal em fotos e que é uma boa furada...
Minha primeira viagem foi dentro do país. Comprei um guia e pé na estrada. Em cada cidade, na última noite, decidia qual seria a próxima parada. Algumas coisas saíram errado, mas nada muito grave, como em Olinda em que tive que dormir em um quarto fedendo, isso porque insisti muito. Melhor fedendo do que na rua...
Um planejamento de viagem pra mim, serve como um guia que procuro seguir, me manter dentro do que me motivou a por o pé na estrada pra ir a um determinado lugar, mas nunca deve ser algo restrito, fechado. Afinal de contas, a vida não é algo assim e se um dos motivos de sair de casa é sair da rotina, pra que fazer uma nova. As vezes, se descobre que não se precisa ficar muito tempo em uma certa cidade ou que simplesmente não valia a pena, como estar em uma cidade onde a maior atração é a praia e estar chovendo demais. Ou o contrário, como se descobrir que vai ter um super evento na cidade. São situações que são além da nossa vontade. Na minha primeira ida a Argentina fiquei um bom tempo no banheiro. Game over...
Pesquisar sobre o clima do lugar pra saber que tipo de roupa vai levar entre outras coisas são outro ponto importante.
Eu sempre pego um amontoado de informações, depois filtro as que valem mais a pena e vejo todas as formas de chegar entre uma e outra pra decidir o melhor roteiro, verificando quanto tempo preciso para cada cidade, sempre comparando o tempo total com o meu tempo disponível. Na última viagem, por exemplo, tive que cortar a Noruega. Ok, fica pra próxima.
O dinheiro é um fator importante também. Depende do seu tipo de viajante. Eu, acredito que como a maioria dos mochileiros, sou do tipo que dorme em albergue, pode comer num restaurante ou um sanduíche no mercado, dependendo do dinheiro ou do tempo ou mesmo do que tem disponível. Faço uma conta por alto de R$ 150,00 a R$ 200,00 por dia. Deu uma boa média. Pra países baratos como a Estônia, gastei muito menos. Uma hora e meia de viagem de Tallinn, a capital de lá, já na Finlândia, em Helsinque, o gasto foi bem maior. Para viagens internacionais, o ideal é pensar em dolares, já que sempre estamos na mão das cotações. Falando nisso, é interessante notar que UM é sempre UM. Se está na Bolívia, uma garrafa d'água pode ser um Boliviano, mas já na França, pode ser um Euro. Ouvi alguém num albergue dizer que na Europa se sabe se um país é caro ou barato pela cotação do churrasco grego (o kebab). Até que é verdade... haha É rápido, barato e enche a barriga. Supermercado é outra ótima opção para comer. Eu fazia um dia comendo no mercado e outro no restaurante. Faz uma boa média pro estilo "nem luxo, nem lixo". Mas tem gente que viaja com muito menos. Eu não quero apostar, até porque tem países que querem saber se o viajante tem dinheiro que eles consideram suficiente pra ficar os dias que declarou, como na Inglaterra. De qualquer forma, acabou sobrando dinheiro e ainda consegui trazer algumas coisas de lá. Aproveitar uma boa promoção não é pecado :-)
Uma dica básica, mas que é sempre bom repetir é pra aproveitar as viagens noturnas que é sempre uma diária a menos.
Quanto aos albergues, prefira os que tem guarda-volumes (lockers), café da manhã incluído e cozinha. Cozinhar faz a sua refeição poder ser mais saudável, mas, com certeza, no seu estilo, e que sai mais barato, além de ser um ótimo lugar pra poder se enturmar com os outros hóspedes. Já fiz muitos amigos nas cozinhas. Em Estocolmo, inclusive, todos os albergues que eu pesquisei, davam o macarrão. Os temperos e outros itens não estavam incluídos, mas, no que eu fiquei, tinha muita coisa esquecida ou deixada por outros viajantes. E, como estragar comida é um grande pecado, a gente aproveita um pouco. Pesquise antes se tem um armário com esses itens comunitários. Não queremos pegar coisas que tem dono. Não somos ladrões. Outro item importante é pra SEMPRE colocar o seu nome na sua comida. Se não tem nome, não tem dono. Muita gente segue essa regra.
Isto é só um início por alto. Vou entrando em mais detalhes a medida que for falando especificamente de cada viagem.
Na aba Links, tenho alguns links que usei para fazer as viagens. Vou ficar regularmente atualizando, incluindo os links que sejam realmente úteis e retirando os que estiverem quebrados.
Inté mais

Um comentário:

Irondi Romagnoli disse...

Ola Primao, to gostando de ver voce fazendo esse blog, tenho o prazer de saber o que voce faz e fara ainda saiba que te dou a maior forca e me proponho em te ajudar no voce precisar, `e bom saber que passou por aqui e ainda estou te esperando para a segunda e muitas outras visitas que virao, um abracao.
Hoje sai brincar na neve com as criancas. Espero um dia sairmos juntos rolar na neve. Se cuide. te amo, se cuide primao.

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