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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

De Lenin a Churchill - Moscou, Rússia (6º dia)


Kremilin: Catedral da Anunciação
(Uspensky Sobor)
   Acordei tarde.
   Com os mesmos ingleses da noite anterior, fomos ao mausoléu do Lenin.
   Lá, apesar de ser gratuito, não se pode entrar com câmeras, então deixamos elas no albergue para busca-las depois. Cheio de soldados. Primeiro, se passa em um detector de metais. Eles te perguntam se tem alguma câmera. A cada esquina do caminho entre a entrada e o mausoléu tinha um militar. Me senti como se estivesse entrando em uma base. Bem estranho.

   Tem que entrar em silêncio, mostrando respeito. O chão estava super encerado. Resultado: escorreguei. Fui dizer um ai e um guarda fez aquele gesto de silêncio com o dedo na boca e o famoso "xiiiiii". Ok... nem um pio...
   Quando você olha, é realmente estranho. Parece ser feito de parafina. Se chega a ver os sulcos fazendo parecer mais um trabalho artístico do que um corpo humano real. No caminho de volta, se tem uma fileira de bustos.
Brasão da Rússia
   Depois, voltamos para o albergue para pegarmos as câmeras e mochilas para voltarmos a caminhada.
   No caminho, um dos ingleses (o que pensava pelos dois) quis ir aos correios (почта) pra comprar um cartão postal. Fomos parar em uma galeria. Tinham algumas coisas legais. Na verdade, me lembrava um pouco os mercados populares que temos aqui. Por sinal, em todas as passagens subterrâneas para atravessar as ruas e nas entradas do metrô, existem lojas ou barracas como estas.
Monastério Sretensky
   Depois que saimos de lá, andando mais a frente, acabamos entrando em um monastério ortodoxo. A primeira vez que entrei em um. Achei bem interessante e bonito, mas os ícones em quantidade são uma novidade pra mim. Um dos ingleses relutou em entrar, mas o outro entrou direto e, vendo todos acendendo velas, resolveu fazer o mesmo. Cada um tem o seu estilo, mas tentar imitar algo para assim se sentir como alguém do local, não é o meu, ainda mais se tem relação com a fé.
Velhos símbolos persistem
   No esquema de ver locais e tirar fotos, vi um prédio cheio de símbolos soviéticos, a velha foice com o martelo. Neste prédio, acima da entrada principal, apareciam duas bandeiras russas atuais e um símbolo soviético no meio. A frente da porta, próximo a escada, tinha um cara parado. Achei interessante o contraste de um símbolo da antiga e de um moderno. Bati uma foto dessa cena. Logo em seguida, se aproximou um policial. Falou algo em russo. Disse que não entendia. Ele disse de forma rápida: "delete ! delete !", apontando para a câmera. Não senti que ele foi rude, mas sustado. Apaguei na frente dele, mostrando que estava apagando. Mostrei outras fotos do mesmo prédio, mas ele fez que tudo bem, até com um sorriso. Acho que o problema era com o tal homem parado na porta que prestou atenção em toda a cena.
Praça Vermelha
   Voltando a Praça Vermelha, não acreditava que estava lá. Olhava em volta e ficava empolgado. Parecia tão inacessível e agora lá, de fato.
   Entramos no Kremilin. Esta palavra quer dizer fortaleza em português. Pode-se dizer que este não é o único kremilin da Rússia, mas o mais importante. Na verdade, esta era a antiga cidade dos czares com as torres e tudo mais. Para ir para dentro das muralhas, tem que pagar e não é barato. Lá tem uma praça só com igrejas, todas ortodoxas, claro. Uma delas com o túmulo de Ivan, o terrível (ou o grande).
Armeria a direita
   Tem também a Armeria (ingresso a parte). Este local é um museu com peças antigas que contam toda a história da joalheria da Rússia. Bonito, mas como não entendo de jóias, não me disse nada, apesar de terem algumas com detalhes incríveis entalhados. Tinha uma parte mais interessante, contando com objetos de guerra: armaduras de humanos e cavalos, armas de fogo e espadas. Tinha dos russos e dos seus inimigos, daquelas épocas dos czares. No final, tinham carruagens e roupas daquelae tempo também. Foi legal, mas não achei o custo-beneficio interessante. É mais o programa pra turista. Acho que uma visão geral da Praça Vermelha foi mais interessante pra mim...
   Estava morrendo de fome, mas o inglês queria retratar as igrejas, depois de termos visitado tudo. Quando finalmente saimos de lá, fui direto comer um cachorro quente com linguiça.
   Cansado de andar, voltamos ao albergue. Pra ser sincero, acho que tava meio de ressaca ainda.
   Este foi o dia pra andar pelo Centro. A ideia era ir mais longe no dia seguinte. Melhor descansar.

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